A busca por modelos de prevenção mais efetivos na saúde

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A busca por eficiência que norteia todos os setores da economia chega agora ao sistema de saúde. “O momento é de mudança, a forma como trabalhamos não é sustentável”, alerta Carlos Goulart, presidente da Associação Brasileira na Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a Saúde (Abimed).

O presidente da Abimed cita a evolução de aplicativos móveis, que facilitam a comunicação entre médicos e pacientes e monitoram ritmo cardíaco, pressão arterial e atividade física, como formas de gerenciar a saúde e facilitar o cuidado em qualquer lugar e a qualquer hora. Esses dados podem ser transmitidos ao médico antes mesmo de uma consulta.

A tendência das indústrias digitais, como a GE, é trabalhar mais próximo de seus clientes para entender quais as suas necessidades e desenvolver soluções customizadas. “Nosso sistema de saúde é muito fragmentado, centrado em hospitais e clínicas e não no paciente”, afirma Daurio Speranzini, presidente da GE Healthcare para a América Latina. “A situação está começando a mudar com as novas ferramentas digitais”, diz.

Em parceria com o hospital Johns Hopkins, dos EUA, a GE criou nova central de comando na qual aplicativos recebem informações relevantes para a gestão de hospitais, detectam riscos e priorizam ações para corrigir e melhorar o fluxo de trabalho. O objetivo é redesenhar os sistemas de prestação de cuidado e administrar o percurso dos pacientes em tempo real, evitando o desperdício.

Sistema semelhante está sendo desenvolvido pela Siemens em parceria com os Laboratórios Fleury, que permitem a especialistas em ressonância magnética a visualizar imagens e realizar exames por meio de conexão remota, enquanto o auxiliar local realiza os procedimentos presenciais. “A pressão maior dos custos em saúde está no tratamento, portanto, é ali que se faz necessário uma mudança”, afirma Fernando Narvaez, diretor da Siemens Healthineers no Brasil. “A tendência é que diagnóstico e prevenção ganhem mais espaço, reduzindo o impacto com o tratamento e internações”, diz.