ANS divulga dados sobre assistências prestadas

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou nessa semana a 4ª edição do Mapa Assistencial com informações fornecidas, principalmente, pelas operadoras de planos de saúde através do SIP (Sistema de Informações de Produtos). Os dados se referem a atendimentos prestados pelos planos de saúde de assistência médica-hospitalar e odontológica nos anos de 2014 e 2015. A taxa do número de consultas médicas, per capta no país, apresentou-se abaixo do número da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas em relação ao número de ressonâncias magnéticas por beneficiários, o Brasil esteve à frente dos Estados Unidos, Turquia e França. Esse parâmetro pode indicar a realização de exames em excessos e desnecessários. O número de cesarianas também foi alto, atingindo o triplo da média indicada, no setor de saúde suplementar isso pode ser negativo, pois cesarianas sem justificativa podem trazer problemas ao recém-nascido. O número de internações pelos planos de saúde foram de 15,5 milhões com o custo total de R$ 99 bilhões nos últimos dois anos. Do total de internações, 1,4 milhão (9,4%) foram internações obstétricas, os partos totalizaram 1,1 milhão, dos quais 947,8 mil foram cirurgias cesarianas (85,1%). Doenças do aparelho respiratório (asma, bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica) e doenças do aparelho cardiovascular, como infartos e acidente vascular cerebral (AVC) também ocupam as primeiras posições no ranking de internações. Já as consultas médicas foram totalizadas em 537,5 milhões com custo de R$ 36,7 bilhões. Entre essas, 423,6 milhões foram consultas ambulatoriais, 113,9 milhões foram consultas em pronto-socorro. As especialidades com maior número de atendimentos são clínica médica com 46,9 milhões, ginecologia e obstetrícia com 39,7 milhões e pediatria com 32,4 milhões.

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