ANS propõe que serviços de saúde com qualidade sejam melhor remunerados

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Está para acontecer uma grande e saudável mudança no sistema de prestação de serviços de saúde no Brasil, que vai ser muito vantajosa para os profissionais envolvidos e extremamente positiva para pacientes e familiares. É que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) apresentou nesta semana uma proposta de um novo e revolucionário modelo de assistência e remuneração, o qual poderá ser adotado pelas operadoras de planos de saúde. O modelo sugerido pela ANS e apresentado aos especialistas e gestores de saúde já vem sendo defendido pela TopGesto – Gestão Segura em Saúde, há muitos anos. São três as áreas de atuação consideradas prioritárias pela ANS: oncologia, odontologia e cuidado ao idoso. A ANS reconhece que existem muitas deficiências nos atendimentos aos usuários de planos de saúde no Brasil e entende que são necessárias mudanças urgentes e indispensáveis na metodologia de assistência suplementar, de modo a reverter este quadro. Segundo Aline Dalmarco, advogada e sócia da TopGesto – Gestão Segura em Saúde, empresa especializada na prestação de serviços para melhoria de qualidade aos serviços de saúde no Brasil, “a forma sugerida é a de premiação, mediante uma remuneração diferenciada àqueles serviços que obtiverem um grau de qualidade mais acentuado em favor dos usuários/consumidores/pacientes”. A proposta da ANS incentiva que os prestadores de serviço de saúde busquem melhores resultados assistenciais e econômico-financeiros para garantir a qualidade dos serviços e a sustentabilidade do setor. No último ano, os planos de saúde perderam 1,4 milhão de usuários em razão da crise financeira e da alta do desemprego. “Nossa experiência de mais de 25 anos atuando no setor nos indica, de forma clara, que a medida que um serviço de saúde é reconhecido pelo mercado consumidor como sendo de qualidade e que obtém bons resultados, atrai novos usuários. E assim, se fecha um círculo virtuoso”, concluiu a doutora Aline Dalmarco.  As especialidades escolhidas como projeto piloto são estratégicas e servirão de experimento para o novo modelo em discussão. Na medicina oncológica contempla: diagnóstico precoce, prevenção e realização de busca ativa; continuidade entre o diagnóstico e o tratamento, terapia mais adequada e em tempo oportuno e, por fim, pós-tratamento e outros níveis de atenção (como cuidados paliativos). O modelo sugerido prevê a figura de um “navegador”, que será um profissional responsável pela atenção dada ao usuário. Já na odontologia a meta é 70% de atenção na assistência básica. Sempre que necessário um tratamento especializado haverá encaminhamento com monitoramento. As novidades ainda precisam de ajustes e estão em discussão com os interessados.

TOPGESTO – Gestão Em Saúde.