Aumenta a gestão de hospitais da rede pública por privados no país

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Governos municipais e estaduais aumentaram os chamados para que organizações sociais administrem suas unidades de saúde, segundo instituições do setor. A contratação de organizações sociais de saúde passou a ser avaliada por mais governos após o Supremo Tribunal Federal decidir, em 2015, pela constitucionalidade do modelo, que vinha sendo questionada desde 1998.

Outra vantagem que contribui para o maior interesse é a possibilidade de inaugurar serviços de saúde sem ferir a lei de responsabilidade fiscal, que limita a fatia dos gastos com folha de pagamento. Segundo Paulo ChapChap, CEO do hospital Sírio Libanês, cada caso tem de ser avaliado segundo a situação do ente contratante. É uma forma de tornar a gestão mais eficiente e de tornar mais ágil a contratação de recursos humanos, que são escassos em algumas regiões.

O instituto social criado pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz acaba de assinar seu primeiro projeto de gestão, para gerir por cinco anos o Complexo Hospitalar dos Estivadores, em Santos. O valor do contrato é de R$ 68 milhões no primeiro ano e, a partir disso, de R$ 11 milhões mensais. “Temos analisado projetos em São Paulo, e certamente participaremos de mais certames”, diz o superintendente, Paulo Vasconcellos Bastian.