Avanços no tratamento do câncer de próstata aumentam controle da continência e função erétil

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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de que surjam mais de 60 mil novos casos de câncer de próstata ainda em 2016. Junto com esta alta incidência é grande também a preocupação dos profissionais de saúde e dos pacientes com dois importantes efeitos adversos do tratamento, que são a incontinência urinária e a disfunção erétil.

A boa notícia para os homens é que os avanços no tratamento, com destaque para a prostatectomia, estão ocorrendo, cada vez mais, de forma menos invasiva, oferecendo não apenas o controle da doença como também melhor qualidade de vida para o paciente.

Desponta também o aprimoramento das abordagens de reabilitação. “É importante que as condutas clínicas adotadas antes e após a cirurgia busquem amenizar os riscos dos pacientes apresentarem graus severos de incontinência urinária e disfunção erétil”, destaca o cirurgião oncologista e diretor do Departamento de Urologia do A.C.Camargo Câncer Center, Gustavo Cardoso Guimarães.

De acordo com o especialista, o crescimento das indicações de cirurgias minimamente invasivas no Brasil tem propiciado recuperação mais rápida e melhor qualidade de vida para os pacientes diagnosticados com câncer de próstata. De janeiro a outubro deste ano, o A.C.Camargo realizou mais de 600 prostatectomias por via robótica.

“A cirurgia robótica, assim como outras modalidades de cirurgia por vídeo e minimamente invasivas, quando comparadas às cirurgias convencionais (as chamadas cirurgias abertas), possibilitam melhor visualização do tumor e benefícios para o paciente como menos sangramento, dor e tempo de internação, além da já citada reabilitação mais rápida da continência urinária e função erétil”, explica Guimarães.