Boas práticas que promovem a segurança do paciente hospitalar

Como boas práticas das metas internacionais promovem segurança do paciente em hospital

Localizado na região metropolitana de Curitiba/PR, o Hospital Angelina Caron, conta com boas práticas em relação às metas internacionais de segurança do paciente. A coordenadora dos Núcleos de Segurança do Paciente e de Qualidade Hospitalar, Priscilla A. Cunico, comenta sobre as metas que estão sendo implementadas no hospital:

  1. IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE

O que é feito

A pulseira de identificação é colocada em todos os pacientes, com nome completo e pelo menos três itens de identificação: nome completo, nome da mãe, data de nascimento e prontuário. Além disso, possuímos as identificações individuais de leito.

Itens a serem implantados

A alteração das identificações das medicações (padronização), pulseiras coloridas para a identificação do atendimento de pronto-socorro, e a identificação dos riscos assistências, previamente, à beira do leito, sendo este realizado pelos enfermeiros (por exemplo, riscos de queda, lesão por pressão, infecção, etc.).

  1. CIRURGIA SEGURA

O que é feito

Possui checklist de pré, intra e pós-operatórios implantados que auxiliam numa maior segurança à equipe multiprofissional com relação à estrutura, aos equipamentos e ao procedimento realizado.

Itens a serem implantados

A lateralidade e identificação por meio da equipe cirúrgica no leito do paciente.

  1. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS

O que é feito

Campanhas anuais e treinamentos mensais in loco para toda a equipe por meio do instrumento multimodal, ou seja, são avaliados os vários momentos da higienização de mãos dos trabalhadores bem com a eficácia do procedimento. Mensalmente mensuramos a quantidade de álcool em gel utilizado pelos setores e identificamos os que não estão de acordo.

Itens a serem implantados

Realização de plano de ação e melhoria em cima do setor.

  1. PREVENÇÃO DE QUEDA E LESÃO POR PRESSÃO

O que é feito

Há no sistema interno a identificação de todos os pacientes com risco a desenvolver lesão por pressão (por meio da Escala de Braden) e de ter riscos de queda (por meio da Escala de Morse). Além disso, o time de prevenção de lesão e tratamento de feridas auxilia as equipes multiprofissionais na escolha dos tratamentos e medidas de conforto e prevenção dos pacientes propícios a desenvolver lesão.

Itens a serem implantados

Sinalização visual pela instituição, bem como adequar em algumas áreas a sinalização de emergência, acessibilidade e dispositivos de segurança como grades em algumas camas.

  1. DISPENSAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO SEGURA DE MEDICAMENTOS

O que é feito

Foi implantada recentemente a dispensação individual dos eletrólitos com identificação diferenciada para uma melhor visualização por parte da equipe de enfermagem na hora de administrar os medicamentos. Além disso, passamos por uma transição da prescrição manual para a eletrônica, o que evita a transcrição e ilegibilidade da prescrição.

Itens a serem implantados

Futuramente será implantada mais uma barreira para mitigar os riscos de administração de medicação: o ADEP (Administração Eletrônica da Prescrição), ou seja, a administração da medicação e confirmação do medicamento/paciente ocorrerá à beira do leito.

  1. PROTOCOLOS DE COMUNICAÇÃO

O que é feito

A comunicação vem sendo tratada com mais zelo e cautela, afinal é a partir dela que conseguiremos realizar e impor várias barreiras para evitar realmente os eventos e notificar os near miss (quase erros).

Itens a serem implantados

Reuniões multidisciplinares, além do uso por todos os profissionais de saúde do prontuário eletrônico do paciente que é único.

Em resumo, são práticas simples e que podem ser adotadas em todos os hospitais, contribuindo para melhorar o atendimento e garantir a segurança do paciente.

Fonte: Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.