Dez dicas para a enfermagem participar ativamente da segurança do paciente

dicas para a enfermagem participar ativamente da segurança do paciente

O paciente é a última barreira para impedir que eventos adversos ocorram. Por isso, a enfermeira Maria de Jesus Castro Harada, membro do Grupo Técnico de Segurança do Paciente do Coren-SP e da REBRAENSP – Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente, dá dez conselhos para que o enfermeiro que atua no nível tático-operacional possa agregar práticas de segurança do paciente em sua atuação diária.

  1. Identificação do paciente

Identifique o paciente com o nome completo e a data de nascimento. Esta prática diminui erros durante a administração de medicamentos, hemocomponentes e soluções, de identificação de amostras de exames, em procedimentos cirúrgicos, na oferta de nutrição, dentre outros.

  1. Cuidado limpo e cuidado seguro

Proceder com a higienização das mãos é fundamental em diversos momentos: antes e após o contato com o paciente, antes e após a realização de procedimentos assépticos, após contato com material biológico, após contato com o mobiliário e equipamentos próximos ao paciente.

  1. Cateteres e sondas – conexões corretas

Priorizar a escolha de cateteres, sondas e seringas desenvolvidos com dispositivos que previnam conexões indevidas é o primeiro passo. Verificar todos os dispositivos, desde a inserção até a conexão, antes de realizar as reconexões, desconexões ou administração de medicamentos e soluções podem garantir um cuidado mais seguro.

  1. Cirurgia segura

Identifique corretamente o paciente, oriente-o a participar da marcação cirúrgica, verifique se o prontuário pertence ao paciente e cheque os exames de imagem, laboratório e materiais. Utilize a lista de verificação segura específica para cirurgias.

  1. Administração segura de hemocomponentes

Confirme a identificação do paciente na pulseira, na prescrição médica e no rótulo do hemocomponente antes da sua administração. Esta verificação deverá ocorrer duas vezes antes de iniciar a administração.

  1. Paciente envolvido com a sua segurança

Estimule a participação do paciente ou responsável nas decisões do cuidado. Compartilhe potenciais benefícios, riscos e prejuízos sobre cada opção que for apresentada. Leve em consideração suas perguntas, queixas e observações, pois o paciente é a última barreira para impedir que eventos adversos ocorram.

  1. Comunicação efetiva

Transmita informações sobre o paciente em ambiente tranquilo, livre de interrupções e com tempo disponível para esclarecer as dúvidas do outro profissional.

  1. Prevenção de queda

Identifique os pacientes de risco com a utilização de pulseiras de alerta, oriente os profissionais e familiares a manter as grades da cama elevadas, a solicitar auxílio para a saída do leito ou poltrona, e avisar a equipe toda vez que for se ausentar do quarto.

  1. Prevenção de lesão por pressão

Proteja a pele do paciente do excesso de umidade, ressecamento e fricção. Realize mudança de decúbito frequentemente, mantenha os lençóis secos, sem vincos e sem restos alimentares e incentive a mobilização precoce, respeitando as condições clínicas do paciente.

  1. Segurança na utilização da tecnologia

Certifique-se que possui habilidade e conhecimento técnico para o manuseio do equipamento com segurança e siga a sequência correta para o manuseio. Verifique o adequado funcionamento do equipamento, além de checar bateria e alarmes.

Fonte: IBSP – Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.