Gestão e Planejamento: como anda a saúde no Brasil

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A maior e mais importante fonte de informação sobre a saúde da população brasileira tem sido ignorada por muitos planejadores e gestores do setor da saúde. Trata-se da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo IBGE, onde os entrevistados recebem visitas pessoais com a coleta de diversas informações relevantes, realizam medidas biométricas e coleta de material biológico.

Com relação ao exame preventivo do câncer de colo do útero, 79,4% relataram tê-lo realizado nos últimos três anos. Chama a atenção a informação de que, dentre as mulheres que nunca fizeram este exame, 45,6% não o acham necessário e 20,7% nunca foram orientadas a fazer. É necessário reforçar a informação e comunicação sobre este tema em nosso país. Com relação à mamografia, entre as mulheres de 50 a 69 anos, apenas 60% realizaram o exame nos últimos dois anos (o parâmetro da OMS é de 80%), chegando a apenas 38,7% na região Norte do país.

O excesso de peso foi constatado na maioria da população adulta. Avaliou-se a prevalência de pessoas com circunferência da cintura aumentada, cerca de 52,1% das mulheres e 21,8% dos homens. Sabe-se que esta medida é um marcador importante de risco de doenças cardiovasculares. Com relação à pressão arterial, 25,3% dos homens e 19,5% das mulheres apresentaram valores elevados.

Estas informações trazem um importante cenário dos fatores de risco e da importância do planejamento adequado para as ações em promoção da saúde e prevenção de doenças, com ações estratégicas e baseadas em evidências, buscando desfechos que melhorem a saúde e a qualidade de vida da população.