Gestão em saúde: glosa hospitalar

glosas-hospitalares

Em uma relação comercial em que a operadora lucra mais quanto menos seu beneficiário utilizar a rede, e o hospital lucra mais quanto “pior” for a situação do paciente que usa ao máximo seus produtos, o conflito é inevitável, e a glosa é o melhor instrumento de aferição da eficiência na formação das contas.

Se o auditor da operadora não aponta glosa alguma, você tem 100% de chance de não estar faturando tudo que é possível. E se você é gestor de um hospital que fatura contra o SUS, e seu chefe de faturamento diz categoricamente que as AIHs (Autorizações de Internação Hospitalar) “estão todas certas”, porque no SUS tudo é mais fácil, a instituição poderia estar faturando algo e não está.

Se o percentual de glosa é elevado, significa que o hospital está empenhando muito esforço para tentar cobrar algo indevido, ou seja, um custo desnecessário para jogar coisas na conta que nunca serão realizadas; mas se não existe glosa, o hospital nunca sabe o quanto deixou de faturar, porque não existe parâmetro para fazer esta medição.

Então, vale para o SUS exatamente a mesma recomendação dada para a a saúde suplementar:

  • Investir na padronização da coleta dos lançamentos;
  • Desenvolver kits de apontamento;
  • Formar uma conta alta para que durante o processo de pré-análise sejam limpas, eliminando a possibilidade de prejuízos.

Evidentemente deve-se fazer isso dentro do que é legal e ético.

Nos sites do Modelo GFACH e ADMHOSP existem diversas ferramentas para download gratuito que exemplificam o trabalho de desenvolvimento de kits, inclusive alguns exemplos de planilhas que costumam fazer aquilo que os sistemas geralmente não aderem 100% à necessidade da realização da receita.