Gestão em Saúde: responsabilidades de um diretor médico

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O diretor médico é um dos membros mais vitais de um hospital e suas responsabilidades estão cada vez maiores no contexto de aprimoramento da gestão, como é o caso do Brasil. A instituição norte-americana Navigant Center for Healthcare Research and Policy Analysis conduziu uma pesquisa com oito diretores médicos a fim de discutir a função do diretor e as necessidades para uma gestão eficaz. Foram identificadas as 3 principais regras que um diretor médico precisa exercitar:

Engajamento médico: há muito tempo os médicos têm valorizado sua independência, mas agora estão praticamente sem escolha a não ser a de se ajustar ao cenário emergente, que exige performance mais transparente, cuidado baseado em equipe e integração clínica. E cabe ao diretor médico promover esse engajamento principalmente junto aos médicos mais céticos.

Risco patrocinado pelo provedor: os riscos de quem paga a conta estão sendo cada vez mais compartilhados com os prestadores de saúde, e os diretores médicos devem certificar-se de que os médicos estejam cooperando com o risco compartilhado em prol da sustentabilidade do sistema. Isso significa que os diretores precisam coordenar o cuidado, permitindo que as equipes de atendimento colaborem com as decisões clínicas.

“Super” sistema de saúde: como os EUA está estabelecendo um sistema mais abrangente, menos regionalizado, e com co-participação da população, os diretores devem se ajustar às novas estruturas, fazer a classificação do que é ineficiente, gerir conflitos culturais e complicadas questões de fluxo de trabalho e liderança.

Guardada as especificidades de ambos os países, Brasil e EUA, as responsabilidades dos diretores médicos não se diferem muito, afinal, há uma harmonia na transformação dos sistemas de saúde, impulsionada pelo avanço tecnológico, que acaba promovendo uma padronização de práticas tanto administrativas quanto clínicas.