Ministério da Saúde estuda ampliar a vacinação contra HPV

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O HPV, vírus responsável pelo câncer de colo de útero, é o segundo tipo mais comum de câncer entre as mulheres. Atualmente meninas de 9 a 13 anos e pacientes portadoras de HIV recebem a vacina na rede pública. Até o fim de ano, um grupo formado por técnicos do Ministério da Saúde, representantes de sociedades médicas e pesquisadores, definirão quais serão os próximos beneficiados com a ampliação da vacina contra o HPV. A vacinação nas escolas públicas e particulares é feita por profissionais das Secretarias Municipais de Saúde e esbarra na dificuldade de logística para o deslocamento de funcionários e falta de pessoal. “Temos de buscar estratégias que melhorem a cobertura”, afirmou Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. A preocupação é maior com a Região Norte, onde a cobertura é ainda mais baixa do que no restante do País. “São Estados com maior prevalência de HPV e onde as meninas iniciam a vida sexual mais cedo”, disse a coordenadora. Outra dificuldade é a resistência de pais e mães com a vacinação a partir dos 9 anos, já que as meninas estariam longe de iniciar a vida sexual. “É importante tomar a vacina quando ela é mais eficaz. Estudos mostram que quanto mais cedo a criança receber a vacina, maior é a produção de anticorpos e mais ela estará protegida”, afirmou. Para a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Isabella Ballalai, é importante dissociar a ideia de que tomar a vacina tenha a ver com vida sexual precoce. “A primeira vacina que o bebê toma quando nasce é contra uma doença sexualmente transmissível, a hepatite B; 23% das meninas no início da atividade sexual com um parceiro já têm lesão no colo do útero, que dirá a infecção”, afirmou ela.