Setembro amarelo: mês de conscientização do suicídio

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Setembro é o mês amarelo, um mês dedicado a campanhas de prevenção do suicídio. Faz parte de uma cultura de não falar muito sobre o assunto, que ocorre devido ao tabu em torno do tema e do medo do tal Efeito Werther*. Esse é o nome dado ao efeito do suicídio por imitação. Um potencial suicida buscaria inspiração em casos divulgados pela imprensa, principalmente relacionado a celebridades.

Claro que uma cobertura sensacionalista do suicídio e a divulgação de alguns detalhes é desnecessária, mas por outro lado, não podemos calar perante um problema de saúde pública mundial. A constatação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que o suicídio é possível de ser prevenido, estudos e cartilhas tocam em um ponto em comum para isso: a importância da escuta.

Alguns potenciais suicidas dizem ter desistido de morrer porque foram ouvidos. Parece simples, mas é bem complexo. Porque não estamos falando de uma conversa de bar. Escutar um potencial suicida é ter empatia por alguém que não vê saídas. Por alguém que causa mal-estar em sua própria família, que traz dor a todos ao redor e vê no sentimento de culpa mais uma justificativa para sua morte.

Escutar um potencial suicida é ter uma conversa franca, sem pisar em ovos nem usar eufemismos. Não é fingir que está tudo bem. Porque não está. Compreender uma dor é estar presente sem julgamentos, permitir que o outro fale sem sentir-se em um interrogatório. Podemos e devemos fazer alguma coisa. Alguém próximo a você pode estar numa situação “sem saída”, mesmo que o sorriso no rosto disfarce seus planos para não acordar no dia seguinte.