Tecnologia: Fundação disponibiliza app do Checklist de Cirurgia Segura OMS

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Hospital Universitário Pedro Ernesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e o Hospital Federal Servidores do Estado, desenvolveu um aplicativo para tablet e smartphone com o Checklist de Cirurgia Segura OMS. O app foi elaborado a partir das recomendações da OMS – Organização Mundial da Saúde, publicadas recentemente.

O aplicativo é uma iniciativa do projeto de pesquisa “Desenvolvimento e Avaliação de uma estratégia para a implementação do checklist de cirurgia segura da OMS”, e contém a versão original e a versão adaptada do checklist. Ele pode ser instalado em qualquer dispositivo com sistema operacional Android™ ou iOS e seu download é gratuito.

“O aplicativo do checklist de cirurgia segura provê um instrutivo para a aplicação adequada do Checklist de Cirurgia Segura, com completude e fidedignidade. São disponibilizadas duas versões do checklist: a versão original da OMS; e uma outra versão, com pequenas alterações em relação à primeira, utilizada no projeto de pesquisa Desenvolvimento e avaliação de uma estratégia para a implementação do checklist de cirurgia segura da OMS, que estamos conduzindo”, explica a pesquisadora Margareth Portela, coordenadora do projeto e coordenadora geral do Proqualis da Fiocruz.

Entre as mudanças na segunda versão, a introdução de um item para averiguação da necessidade de profilaxia para tromboembolismo, um problema que também ocorre com frequência e pode ser prevenido. “A decisão por incluí-lo na projeto, aliás, gerou a necessidade de discussão sobre a profilaxia do tromboembolismo, pouco padronizada, pelo menos pelo que observamos. Um outro aplicativo então terminou sendo desenvolvido e será disponibilizado nos próximos dias, voltada para a classificação de risco de tromboembolismo e provisão de recomendações para a sua prevenção, conforme o risco”, complementa Margareth Portela.

Cirurgia Segura é meta internacional de segurança do paciente
Entre as seis metas internacionais de segurança do paciente, a Cirurgia Segura é uma delas. “Uma iniciativa como essa da Fundação Oswaldo Cruz colabora para que os hospitais de todo o Brasil possam implementar as normas de Cirurgia Segura da OMS, promovendo mais segurança ao paciente a quem passa por um procedimento cirúrgico. É a tecnologia agindo a favor da saúde”, comenta o Dr. José Branco, diretor executivo do IBSP – Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.

Para Renata Barco, gerente do Bloco Operatório e Centro de Endoscopia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, é importante que haja a garantia de realização de um checklist que possa ser aplicado nos três momentos principais. “Antes da indução anestésica; imediatamente antes da incisão cirúrgica; e antes do paciente sair de sala operatória, pois, certamente, os cinco certos serão contemplados, além dos outros processos de segurança cirúrgica”, diz.

“Como não há somente uma única solução que promoverá a melhoria da segurança cirúrgica, destacamos como fundamental o engajamento nessa causa não apenas do cirurgião, mas de toda equipe de profissionais, para que trabalhando juntos aumentem os padrões de qualidade da assistência cirúrgica prestada”, comenta Marta F. Passo, médica e educadora para a Melhoria da Qualidade e Segurança do Paciente do Consórcio Brasileiro de Acreditação, associado da JCI – Joint Commission International no Brasil.

Fonte: Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente – IBSP