Unidade de Terapia Intensiva

Unidade de Terapia IntensivaO Dr. Douglas H. Crispim, secretário geral da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, dá as recomendações para profissionais de saúde lidar da melhor maneira com pacientes internados em unidade de terapia intensiva e seus familiares.

Empatia máxima

Theresa Wiseman ilustra um modelo de empatia que devemos seguir em nosso dia a dia: comecemos com as ações que mais temos facilidade, procurando inserir as ações de se colocar no lugar do outro progressivamente, mesmo em situações de conflito. O exercício de imaginar a si na situação de UTI como paciente é valioso.

Mergulhe no universo dos cuidados paliativos

Seu hospital tem uma equipe de Cuidados Paliativos? Se sim, que tal uma aproximação para conhecer a metodologia de trabalho e estudar possibilidades de parceria? Outra dica é o referenciamento precoce. Apesar de a UTI estar prestando cuidados paliativos adequados, nem sempre este setor é o mais indicado para aquele paciente. Que tal facilitar que ele viva novas coisas o mais rápido possível? Para ele, um dia a mais na UTI pode fazer a diferença para pior.

Saiba lidar com comunicação de notícias difíceis

Todas as UTIs deveriam possuir pelo menos um paliativista entre os intensivistas. De preferência, todos os profissionais deste setor mereceriam uma capacitação. Observe que esta é a unidade do hospital com uma das maiores taxas de pacientes com critérios de terminalidade. Estas equipes também deveriam ter alguns membros preparados para situações de comunicação em conflitos graves e notícias difíceis.

Coloque-se no lugar do outro

Ao se deparar com um paciente intubado, sedado, ou com sequelas graves, faça o exercício de se imaginar ali naquela situação. Se você sentir algum desconforto, é hora de acionar pessoas treinadas a inferir e tratar sintomas que podem estar por trás da limitação do paciente.

Unidade de Terapia Intensiva humanizada

Que tal visitar UTIs humanizadas e com o programa de “portas abertas”? São iniciativas que conversam totalmente com os cuidados paliativos. Elas facilitam a estruturação de redes que irão mudar a cara do sistema de saúde no futuro, redes focadas em um aspecto que vai muito além das tecnologias: a empatia.

Fonte: IBSP – Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.